Eu não aguento mais abrir as redes sociais e ver essa guerra constante entre liberais e conservadores. É provocação de um lado, resposta atravessada do outro, ironia, deboche, ataques… e no meio disso tudo, o nome de Cristo vai ficando em segundo plano.
O que mais me entristece não é nem a crítica de quem pensa diferente — isso sempre existiu. O que dói é ver amigos cristãos, irmãos na fé, caindo na pilha. Respondendo na mesma moeda. Rebatendo provocação com provocação. Defendendo ideologias com mais paixão do que defendem o evangelho.
Agora no carnaval, foram muitas críticas à igreja, à família, aos conservadores… e ao invés de vermos uma enxurrada de mensagens sobre Jesus, graça, arrependimento, amor e verdade, o que vimos foram debates acalorados, sarcasmo e disputas. Como se nosso chamado fosse vencer discussões, e não anunciar Cristo.
Tito 3:9 (NVI): “Evite, porém, discussões tolas, genealogias, contendas e brigas a respeito da Lei, porque são inúteis e vãs.”
Eu sei que é difícil ficar calado. Eu sei que dá vontade de responder. Mas será que cada comentário precisa de uma réplica? Será que estamos realmente representando Jesus quando entramos nesse tipo de embate?
O mundo já está dividido demais. A igreja não pode ser conhecida apenas por brigas políticas. Nosso foco é Cristo. Nossa missão é o evangelho. Nosso chamado é ser luz — não eco de polarização.
Que a gente tenha discernimento. Que a gente saiba quando falar — e principalmente, o que falar. Que nossas palavras apontem mais para a cruz do que para ideologias.
No fim das contas, não é sobre direita ou esquerda. É sobre Jesus. Sempre foi.





